Câmara reembolsou R$ 135 milhões aos deputados em 2011
(POR ISSO QUE ELES FAZEM DE TUDO PARA NÃO LARGAR O OSSO)
Fábio Brandt e Maurício Savarese
Do UOL, em Brasília
Do UOL, em Brasília
A cota parlamentar não inclui o salário mensal de R$ 26,7 mil. Os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses após a emissão da nota fiscal para informarem os gastos –e pode haver atualizações até março. O levantamento do UOL usou informações disponíveis no site da Câmara até 9 de janeiro de 2012.
O maior gasto dos deputados é com publicidade de suas próprias atividades: R$ 24,9 milhões (18,5% do total) gastos com panfletos e jornais, por exemplo, entre outras formas de divulgação. Depois aparecem gastos com passagens aéreas e frete de aeronaves (R$ 19,6 milhões), telefonia (R$ 19,5 milhões), aluguel de transporte (R$ 19 milhões), combustível (R$ 15 milhões), manutenção de escritório político (R$ 14 milhões), consultorias (R$ 13,5 milhões), serviços postais (R$ 5 milhões), alimentação (R$ 1,7 milhão), hospedagem (R$ 1,7 milhão), segurança (R$ 1,2 milhão) e assinatura de publicações (R$ 231 mil).
A média de gasto por deputado é de R$ 232 mil, considerando os 583 políticos que assumiram mandato no primeiro ano da atual legislatura (que começou em 1º de fevereiro de 2011 e acaba em 31 de janeiro de 2015). Esse valor permitiria o financiamento de uma moradia pelo valor máximo no programa federal Minha Casa, Minha Vida (R$ 170 mil) e a compra de dois automóveis populares.
O maior gasto dos deputados é com publicidade de suas próprias atividades: R$ 24,9 milhões (18,5% do total) gastos com panfletos e jornais, por exemplo, entre outras formas de divulgação. Depois aparecem gastos com passagens aéreas e frete de aeronaves (R$ 19,6 milhões), telefonia (R$ 19,5 milhões), aluguel de transporte (R$ 19 milhões), combustível (R$ 15 milhões), manutenção de escritório político (R$ 14 milhões), consultorias (R$ 13,5 milhões), serviços postais (R$ 5 milhões), alimentação (R$ 1,7 milhão), hospedagem (R$ 1,7 milhão), segurança (R$ 1,2 milhão) e assinatura de publicações (R$ 231 mil).
A média de gasto por deputado é de R$ 232 mil, considerando os 583 políticos que assumiram mandato no primeiro ano da atual legislatura (que começou em 1º de fevereiro de 2011 e acaba em 31 de janeiro de 2015). Esse valor permitiria o financiamento de uma moradia pelo valor máximo no programa federal Minha Casa, Minha Vida (R$ 170 mil) e a compra de dois automóveis populares.
O que é a cota parlamentar?
A cota para exercício da atividade parlamentar é o dinheiro reservado pela Câmara para reembolsar deputados por gastos decorrentes de seu trabalho. Inclui 12 categorias de despesas, de telefonia e alimentação a aluguel de carros e divulgação.O valor mensal da cota varia para cada unidade da federação, e vai de R$ 23 mil para deputados do Distrito Federal a R$ 34 mil para os de Roraima.
VEJA AQUI :
Cota para o exercício da atividade parlamentar -
Limites mensais por deputado
| Acre | R$ 33.516,34 |
| Alagoas | R$ 30.723,33 |
| Amapá | R$ 32.711,89 |
| Amazonas | R$ 32.563,97 |
| Bahia | R$ 29.259,38 |
| Ceará | R$ 31.865,01 |
| Distrito Federal | R$ 23.033,13 |
| Espírito Santo | R$ 28.057,67 |
| Goiás | R$ 26.606,13 |
| Maranhão | R$ 31.637,78 |
| Mato Grosso | R$ 29.575,29 |
| Mato Grosso do Sul | R$ 30.419,48 |
| Minas Gerais | R$ 27.049,62 |
| Pará | R$ 31.695,15 |
| Paraíba | R$ 31.547,57 |
| Paraná | R$ 29.154,13 |
| Pernambuco | R$ 31.278,18 |
| Piauí | R$ 30.744,29 |
| Rio de Janeiro | R$ 26.797,65 |
| Rio Grande do Norte | R$ 32.077,21 |
| Rio Grande do Sul | R$ 30.671,69 |
| Rondônia | R$ 32.789,41 |
| Roraima | R$ 34.258,50 |
| Santa Catarina | R$ 29.915,86 |
| São Paulo | R$ 27.769,62 |
| Sergipe | R$ 30.113,87 |
| Tocantins | R$ 29.632,52 |
Se o deputado não gastar o máximo que pode em um mês, o que sobra acumula e pode ser usado depois –mas só até virar o ano, depois disso o crédito expira.
As regras para uso da cota são estabelecidas pelo ato 43 da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, publicado em 21 de maio de 2009, quando o presidente da Casa era Michel Temer (PMDB-SP) –atual vice-presidente da República
As regras para uso da cota são estabelecidas pelo ato 43 da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, publicado em 21 de maio de 2009, quando o presidente da Casa era Michel Temer (PMDB-SP) –atual vice-presidente da República
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