segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

R$ 135 milhões aos deputados em 2011 - SÓ DE REEMBOLSO. CONFIRAM.

Câmara reembolsou R$ 135 milhões aos deputados em 2011

(POR ISSO QUE ELES  FAZEM DE TUDO PARA NÃO LARGAR O OSSO) 

Fábio Brandt e Maurício Savarese
Do UOL, em Brasília 
 
A Câmara dos Deputados usou R$ 135,4 milhões para reembolsar os políticos por despesas de mandato de fevereiro a dezembro de 2011. O levantamento feito pelo UOL tem base em informações da cota de atividade parlamentar fornecidas desde o início da atual legislatura. Esse valor equivale a pouco mais de 193 mil benefícios básicos do programa Bolsa Família, fixados em R$ 70.

A cota parlamentar não inclui o salário mensal de R$ 26,7 mil. Os reembolsos ainda devem aumentar porque os deputados têm até três meses após a emissão da nota fiscal para informarem os gastos –e pode haver atualizações até março. O levantamento do UOL usou informações disponíveis no site da Câmara até 9 de janeiro de 2012.

O maior gasto dos deputados é com publicidade de suas próprias atividades: R$ 24,9 milhões (18,5% do total) gastos com panfletos e jornais, por exemplo, entre outras formas de divulgação. Depois aparecem gastos com passagens aéreas e frete de aeronaves (R$ 19,6 milhões), telefonia (R$ 19,5 milhões), aluguel de transporte (R$ 19 milhões), combustível (R$ 15 milhões), manutenção de escritório político (R$ 14 milhões), consultorias (R$ 13,5 milhões), serviços postais (R$ 5 milhões), alimentação (R$ 1,7 milhão), hospedagem (R$ 1,7 milhão), segurança (R$ 1,2 milhão) e assinatura de publicações (R$ 231 mil).

A média de gasto por deputado é de R$ 232 mil, considerando os 583 políticos que assumiram mandato no primeiro ano da atual legislatura (que começou em 1º de fevereiro de 2011 e acaba em 31 de janeiro de 2015). Esse valor permitiria o financiamento de uma moradia pelo valor máximo no programa federal Minha Casa, Minha Vida (R$ 170 mil) e a compra de dois automóveis populares.

 O que é a cota parlamentar?

A cota para exercício da atividade parlamentar é o dinheiro reservado pela Câmara para reembolsar deputados por gastos decorrentes de seu trabalho. Inclui 12 categorias de despesas, de telefonia e alimentação a aluguel de carros e divulgação.

O valor mensal da cota varia para cada unidade da federação, e vai de R$ 23 mil para deputados do Distrito Federal a R$ 34 mil para os de Roraima.


VEJA AQUI : 

Cota para o exercício da atividade parlamentar -
Limites mensais por deputado

Acre R$ 33.516,34
Alagoas R$ 30.723,33
Amapá R$ 32.711,89
Amazonas R$ 32.563,97
Bahia R$ 29.259,38
Ceará R$ 31.865,01
Distrito Federal R$ 23.033,13
Espírito Santo R$ 28.057,67
Goiás R$ 26.606,13
Maranhão R$ 31.637,78
Mato Grosso R$ 29.575,29
Mato Grosso do Sul R$ 30.419,48
Minas Gerais R$ 27.049,62
Pará R$ 31.695,15
Paraíba R$ 31.547,57
Paraná R$ 29.154,13
Pernambuco R$ 31.278,18
Piauí R$ 30.744,29
Rio de Janeiro R$ 26.797,65
Rio Grande do Norte R$ 32.077,21
Rio Grande do Sul R$ 30.671,69
Rondônia R$ 32.789,41
Roraima R$ 34.258,50
Santa Catarina R$ 29.915,86
São Paulo R$ 27.769,62
Sergipe R$ 30.113,87
Tocantins R$ 29.632,52
Se o deputado não gastar o máximo que pode em um mês, o que sobra acumula e pode ser usado depois –mas só até virar o ano, depois disso o crédito expira.

As regras para uso da cota são estabelecidas pelo
ato 43 da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, publicado em 21 de maio de 2009, quando o presidente da Casa era Michel Temer (PMDB-SP) –atual vice-presidente da República

REPORTAGEM COMPLETA  AQUI NO UOL

Melô da roubalheira do Congresso Nacional 

 

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